Batman vs Superman: A Origem da Justiça (resenha)

Olá, como vão vocês? então, mais um post aqui no blog e dessa vez eu resolvi fazer uma resenha de um assunto que ainda está bem quente… Batman vs Superman: A Origem da Justiça -ou Dawn of Justice, whatever. q- Nesta resenha, vou procurar abordar os pontos positivos e os negativos do filme. E olha, vou tentar ao máximo não trazer muitos spoilers pra quem ainda não viu o filme, -não me matem- mas  se acontecer, sempre que sentir que tem um spoiler, procurarei deixar grifado o parágrafo em vermelho, ok? então vamos lá.

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SINOPSE:

Após os eventos de O Homem de Aço, Superman divide a opinião da população mundial. Enquanto muitos contam com ele como herói e principal salvador, vários outros não concordam com sua permanência no planeta. Bruce Wayne está do lado dos inimigos de Clark Kent e decide usar sua força de Batman para enfrentá-lo. Enquanto os dois brigam, porém, uma nova ameaça ganha força.

Fonte: Wikipedia.

Bem, em 2013, quando começaram a sair as primeiras notícias, eu fiquei muito entusiasmado com a ideia do filme, fiquei de boas quando soube que o Zack Snyder seria o diretor, (ele fez um brilhante trabalho com Watchmen, apesar de todas as críticas, ficou bem fiel as HQ’s e isso ganhou muitos pontos com quem leu) mas quando anunciaram que o Ben Affleck seria o novo Morcego, eu realmente me peguei pensando: “sério isso? tá falando SÉRIO mesmo?”

Então mil coisas negativas vieram a minha mente naquele momento, voltando ao passado quando lembrei do que ele tinha feito num mediano papel de um outro super herói -aka Daredevil-. Imediatamente, me veio o desprezo, inclusive, em menos de 64 horas da notícia ter saído, já tinha um abaixo assinado na internet com milhões de assinaturas pedindo pra tirar o ator do filme, sente o nível de haterismo. Mas mesmo assim, a coisa continuou caminhando, os trailers foram saindo, a caracterização estava ok, o trailer estava muito bom, mas eu ainda não estava convencido de que ele poderia encarnar o cavaleiro das trevas com perfeição.

Além disso, havia um outro probleminha: a escolha da atriz Gal Gadot como a amazona mais famosa das HQ’s, a Mulher Maravilha. Muita gente -inclusive eu- achou estranho o fato da atriz ser muito magra para o papel, dela não ser mais musculosa, encorpada e tudo mais -mas se esquecem que a Lynda Carter na série dos anos 70, era uma vareta ambulante-. Só que com relação a série, eu não levei tanta consideração por ser algo muito antigo, mas sim, eu vi gente utilizando esse argumento pra se opor a escolha da atriz.

Assim, como um baita fã do Batman, estava analisando múltiplos contextos na história, inclusive, eu fui atrás pra ler a HQ que deu origem a história do filme e vi algumas outras histórias onde os heróis se enfrentam outras vezes, inclusive, eu recomendo que quem gosta de HQ’s, leia a edição “Silêncio”, que é uma publicação de 20022003, onde rola uma luta muito bacana e também arquitetada por um vilão.

Mas enfim, passaram-se dois anos e eu ainda não estava totalmente convencido do filme, até que ontem, eu finalmente consegui ir ao cinema e resolvi ver para saber se era bom ou não de uma vez por todas. A verdade? eu fiquei estasiado com o que eu vi e muito surpreso com aquilo tudo. Primeiro, vou falar sobre o elenco -mais um pouco.-

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Eu entrei de um jeito na sala do cinema e após duas horas e quarenta minutos quase, saí de outro jeito completamente diferente. A atuação do Ben Affleck como Batman estava brilhante, ele realmente incorporou o personagem dos quadrinhos, trouxe aquele “ar de mais sério” que os fãs durante anos tanto suplicaram, trazendo um período mais experiente do herói, com aproximadamente vinte anos usando o manto negro do morcego. No filme, também foi dito que seus pais morrem aos 12 anos, totalizando 42 anos para o nosso querido Bruce. Colocaram uns aninhos a menos, já que no quadrinho, ele está com 60 anos quando esse evento acontece, mas isso foi relevante. Também, como se notou nos trailers, tinha uma roupa de um Robin -que obviamente seria o Jason Todd- em exposição na Batcaverna, com uma mensagem do Joker (Coringa), o que comprova que este era de fato um Batman bem mais vivido que os outros interpretados nas telonas.

O Henry Cavill, novamente reprisando seu personagem de O Homem de Aço, nada mais nada menos que atuou bem, apenas bem. Ele foi satisfatório para o personagem, se mostrando um pouco mais melancólico no seu comportamento do que se for parar pra comparar com o filme anterior, mas ficou bem redondinha a interpretação do ator, cumpriu muito bem a que veio e não desonrou a capa vermelha.

Uma outra surpresa, com certeza foi a atuação da atriz Gal Gadot como Mulher Maravilha. Ela trouxe aos nossos olhos, uma Diana espetacularmente misteriosa e surpreendentemente sedutora -me lembrou e muito a Ada Wong dos games de Resident Evil-. Mesmo com pouquíssimos diálogos durante o filme, os olhares e os movimentos da personagem, ao mesmo tempo que causava esse desejo em qualquer um que batesse os olhos na beldade, mas ao mesmo tempo, ela trazia um olhar de descrença, como se estivesse cansada, desacreditada daquilo tudo. E principalmente, ver ela em combate, foi uma cena bem interessante, que sim, poderia ser melhor trabalhada, mas pra esse primeiro instante, ficou bem satisfatória pra uma introdução da heroína ao cinema.

Uma participação interessante, foi a atuação do veterano Jeremy Irons no papel de Alfred Pennyworth, o fiel mordomo de Bruce. Este então, me lembrou e MUITO o personagem nas HQ’s, principalmente pelas tiradas irônicas, mas com todo o respeito pelo seu patrãozinho -risos-. Ele soube conduzir o mordomo perfeitamente, tanto que conseguiu dar uma leve “quebrada” no clima tenso do filme, deixando-o um pouco mais leve e inclusive, ainda manteve o posto de figura paternal, de conselheiro de todas as horas do cavaleiro das trevas.

O vilão da história, o bilionário Lex Luthor, interpretado por Jesse Eisenberg, talvez seja um dos poucos personagens a ter uma abordagem diferente das que estamos acostumados a ver, já que o vilão  que conhecemos, sempre se mostrou mais frio e calculista em todas as mídias em que foi representado. Mediante aos trailers, já dava pra sacar um “quê” de psicótico em sua personalidade e em muita coisa, era nítido querer ser semelhante ao Joker de Heath Ledger, da trilogia do Cavaleiro das Trevas, com aquele ar de “maluco, porém estratégico”, saca? Mas de uma forma geral, a atuação dele foi muito boa, nos proporcionou um olhar um tanto… mais atento as ações do personagem.

Fora estes, os coadjuvantes permanecem um pouco mais apagados, com exceção da atriz Amy Adams, que repete o seu papel de Lois Lane no filme, onde ela vira e mexe tem uma ponta ou outra de referência, para um “despertar” mais furioso do Homem de Aço, traduzindo, a típica donzela em perigo. Grandes nomes de Hollywood como Lawrence Fishburne (Perry White), Diane Lane (Martha Kent), permaneceram com pouquíssimo destaque na trama. Na verdade, o filme em si é uma mescla de tramas paralelas, com a trama principal, que no final, acaba casando de uma maneira sensacional, mesmo que em certos momentos, com alguns trancos.

Também serviu pra introduzir -mesmo que pouco- os personagens do futuro filme da Liga da Justiça: Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Momoa) e Cyborg (Ray Fisher), que mesmo que por pouquíssimos segundos de aparição, serviram pra marcar o seu território no filme, o que já era bastante esperado de todos que acompanhavam as notícias.

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Sobre o roteiro:

Gostei de como a coisa foi desenvolvida, honestamente. Ele deu uma pincelada rápida nas origens do morcego, -uma coisa que todo mundo tá careca de saber, mas precisava sim ser ao menos lembrado- trouxe um pouco dos acontecimentos sob a visão dele, na briga do Superman x Zod no filme anterior, coisas que também vimos nos trailers lançados, entretanto, o que realmente impressiona é justamente a maneira que o Lex conduz os acontecimentos. Existe um cálculo de movimento tão preciso, que foi quase que uma partida de xadrez pra conseguir colocar a “pulga atrás da orelha” no “desconfiado” do Batman e ainda arrumar um jeito de convencer o “certinho” Superman a entrar na brincadeira e boa parte do filme gira em torno dessa perspectiva de jogar um contra o outro. Também é visível no filme, esse paradoxo do Superman ser tratado como um deus e o Batman como um vingador da noite e tudo contribui pra isso, desde a atuação, a cenografia, a ambientação e os efeitos, tudo deixam a coisa toda muito bem composta e bem agradável aos olhos, fazendo tanto aquele que gosta de HQ suspirar e reconhecer todas as referências possíveis, quanto aquele mais leigo no assunto que só foi assistir por ter visto os personagens na infância. Ambos os lados não ficam perdidos no assunto e assimilam a história que está sendo narrada e os conflitos ali gerados.

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Efeitos especiais:

Com relação a isso, acredito que satisfez e muito quem viu o filme. Os combates, os poderes, tudo ficou sensacional, digno do blockbuster que está se tornando e também está sendo representado à altura de um filme da DC que sempre quisemos ver e sempre mereceu. A minha única crítica seria a pouca utilização do recurso 3D, não achei tão necessário colocar o filme com isso se foram pouquíssimas cenas que utilizaram o mesmo, quer dizer, não precisava ser algo tipo Star Wars, que tinha 3D de cinco em cinco segundos, mas vamos combinar? todo mundo queria ver alguma cena com os raios vermelhos do Superman saltando da tela ou o Batgancho do Batman sendo cravado em algum lugar “fora” da tela.

Eu espero muito que a versão extendida para DVD/BLU-RAY, venha com um plus que realmente faça valer e muito, mais ainda do que o próprio filme como um todo, já que a experiência foi muito boa e o Zack Snyder mandou muito bem na direção do filme, definitivamente ele trouxe a essência das HQ’s para as telas.

Bom gente, então é isso. Eu realmente espero que vocês tenham gostado e também espero não ter jogado muitos spoilers -risos-. Compartilhem a sua opinião conosco nos comentários você que foi ver o filme e deixe seu like se você gostou da matéria e até o próximo post.

Texto: Lucas Souza.

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4 comentários sobre “Batman vs Superman: A Origem da Justiça (resenha)

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