Tigresas do Kpop: Em um mês morno pouca coisa realmente acontece

Japonesque Divas in your area! É hora da invasão no blog “Só mais um aleatório“, e nesse verão eu quis fazer diferente, e não, não estou na Itália e sem uns bons drink. Brincadeiras e trocadilhos a parte “Tigresas do Kpop” é minha a invasão ou coluna (de jornal, não das costas) dentro desse blog geek, e trazendo um pouco do universo pop para cá, vamos falar sobre esse universo chamado kpop! Eu não sou expert, quem me conhece sabe (Nichole Bahls), faço postagens e reviews sobre música japonesa por atos femininos e isso despertou o interesse do nosso chefinho aqui e cá estou eu falando sobre as tigresas do kpop, mas por que tigresas? A Coréia do Sul é um dos tigres asiáticos, olha só, na coluna também teremos cultura e educação, praticamente uma nova filosofa contemporânea. Brincadeiras a parte, vamos para o que ocorreu no kpop esse ano com atos femininos, normalmente eu costumo dar novas, e aqui não será diferente.

Quem começou o ano foi AOA com “Excuse Me“, que me surpreendeu por apostar em um elemento sensual mais delicado e com vocais sussurrados em seu refrão o que remete totalmente a icônica canção Can’t Get You Out Of My Head da Kylie Minogue. A execução da música é boa, e apresenta algumas falhas, a exemplo de não saber preparar o ouvinte para o refrão, ele simplesmente surge e se não fosse tão pegajoso quanto o proposto a faixa teria tudo para dar errado, porém ainda sim ela perde seu brilho devido a esse descuidado em ter uma ponte que não simplesmente te arremesse ao ponto alto da música, mas que guie e de maneira excitante. O segundo verso começa com um rap que é bem animador, mas o verso que o sucede não surpreende e aí novamente o refrão consegue te prender a música e finalmente vem o rap do middle-8 que consegue jogar a música em um clima mais marcante, e fecha redondo com o final da faixa. Já o clipe de “Excuse Me” sabe entreter bem e potencializar o que a faixa poderia trazer de melhor, usando uma coreografia criativa, sensual e divertida, o que provavelmente deve ficar como uma das mais marcantes do ano, ajudando consideravelmente a música. Em resumo, esse comeback das AOA soou agradável, não superou os lançamentos antecedentes – principalmente “Give Me The Love” -, mas é bem gostosa de ouvir. – 73/100

E não satisfeitas em lançarem uma canção, as meninas do AOA lançam também “Bing Bing“, essa faixa é para os fãs mais asidos, pois ela é exatamente sabe fazer bem, seja por seu vídeo tão sensual quanto o outro, por seus versos pegajosos e onde a Jimin domina a faixa praticamente inteira com os “heys” e raps bem marcantes e vale destacar que é exatamente essa quebra na música que elevou seu nível. O único defeito de “Bing Bing” é soar um tanto datada em 2017, caso a faixa fosse lançada em 2014 ou 2015, poderia ser uma faixa muito mais marcante, já que após a Ariana Grande tornar tão a fórmula de pop e r&b com um sax de fundo na canção (Problem, Focus). O clipe é mais apelativo, e vai focar em sua sensualidade, diferente de “Excuse Me” que buscou ser mais delicado na sensualidade, aqui as meninas vão literalmente rebolar a bunda em sua cara, mostrando o lado mais ousado da banda. Porém achei o vídeo de “Bing Bing” sem grandes surpresas e não tem uma história tão bem bolado quanto o outro, e a faixa em si, como foi dito, tem seus pontos positivos, mas sua produção soa um pouco atrasada. – 68/100

Cosmic Girls ou WJSN (quem consegue gravar essa abreviação?) também retornaram com white aegyo concept com a faixa “I Wish” (mas eu chamo de “Tell My Why“), a faixa tem uma introdução que cria um clipa meio futurista em uma praia e clipe conseguiu casar perfeitamente isso, até que toda a estrutura da música muda após algumas batidas e você percebe que a faixa perde boa parte do que ela poderia ter em seu diferencial e impacto. Mas é vida que segue e “I Wish” consegue soar açucarada e doce, ficando mais melosa e chiclete em seu refrão que funcionou, porém o que deixa a desejar na faixa é o rap que parece estar perdido enquanto o arranjo parece continuar o mesmo e como se não bastasse, o middle-8 parece ser engolido rapidamente e então você se vê imerso ao refrão mais uma vez. A canção é bem delicada e até agradável, não tem muito fator replay sozinha, mas o clipe compensa bastante tendo esse mágico, os looks escolhidos estão todos muito bem em todas as meninas, e destaque para esse celular, que saudade desse modelo. Em um resumo, “I Wish” patina para conseguir entregar a canção ao ouvinte, deixando a desejar em uns pontos, mas o refrão pode funciona atrelado a música. – 66/100

Não é Abril, mas temos a APRIL (que piada podre) lançando aí o seu comeback de 2017 com “April Story“, o arranjo da canção é encantador, eu realmente gostei de como a produção soube aproveitar os elementos do pop aegyo e mesclar com violinos de maneira bem singela, dando um ar romântico e doce para a faixa. O clipe tem uma temática meio Toy Story, bonecas que tem vida própria até uma virar humana e se encontrar com o seu oppa, enquanto isso temos também uma coreografia meiga e até mesmo uma integrante fazendo passos de balé, dando um material visual até agradável, mas tudo demora bastante para acontecer. Voltando a falar da produção musical, “April Story” só foca em seu arranjo, e esquece de criar momentos marcantes para as vozes das meninas, não estou dizendo de agudos, mas versos que diferenciem, tudo parece bem homogêneo no lançamento, não dando muito destaque ao que se passa, e o clipe não favoreceu muito. – 63/100

S.E.S deve ser a primeira banda feminina que vejo passar dos trinta anos e manter sua essência sensual, sem precisar praticamente virarem “tias de família” ou dar disband. Então só por esse fato elas já merecem nossos aplausos e louvor, mas como a função da coluna é analisar músicas, lá vamos nós! “Paradise” é uma faixa agradável e ponto, ela tem momentos em seu refrão que tem potencial para que grude em sua cabeça, versos que funcionam bem, além de um clima anos 80. O destaque para a música fica por conta da ponte para o refrão que deu vontade de estalar os dedos e me soltar, o refrão não é tão explosivo, mas ele consegue manter bem a cansar e soar redonda. O vídeo não apresenta muitos elementos em si, o que surpreende é o fato da banda continuar mantendo o seu conceito mesmo já estando “velhas” para o mercado do kpop, o que é revigorante de se ver. – 62/100

E quem também fez seu comeback foram as meninas do SONAMOO com “I Think I Love U” que basicamente lançaram o que estava em alta em 2016 e realmente torço para que não se mantenha em 2017, que é aquela mudança súbita na atmosfera que a música cria, exemplos como Dream Girls e CHEER UP até hoje não funcionam comigo, pois parece uma mistura de demos e não uma faixa finalizada. E é a mesma sensação que eu tenho em “I Think I Love U”, a faixa parece um mush-up de duas faixas com ideias completamente distintas, mesclando uma atmosfera agressiva com algo mais doce. O pior de tudo é que nem o clipe é tão interessante, seu enredo é um tanto derivativo e demora para pegar você, deixando um pouco a desejar, diferente das duas canções citadas acima que tiveram clipes que realmente ajudaram a música a ter mais impacto. Porém vale a pontuar que as duas atmosferas da canção são realmente boas para seus respectivos públicos, o que não dá é preparar batidas e versos tão fortes para apresentar um refrão doce e açucarado. – 48/100

E o lançamento mais recente fica por conta das meninas da HELLOVENUS com “Mysterious” que sabe aproveitar bem a sonoridade anos cinquenta, mesclando à uma sonoridade pop e surpreendendo com uma canção acima da média. Os versos estão muito interessantes, a produção da faixa soube dar destaque para cada vocalista do grupo, nos mostrou combinações belíssimas de segunda voz, um rap coeso dentro da proposta da faixa, e um refrão que sabe criar uma dualidade na forma como o “Mysterious” é cantada, dando a sensação de que elas falam “mistery, mystery-us“. O clipe é um caso a parte de elas trabalham como espiãs (semelhante ao que foi apresentado em AOA), porém elas vão mesclar elementos mais old school como estar dentro de um trem, enquanto elas dançam em um cenário mais futurista e o próprio final do vídeo tem esse momento mais adiante no tempo. A fórmula poderia não soar tão boa visualmente, mas no fim das contas saiu criativo bem divertido e só ajudou na execução de “Mysterious“, o que só trás pontos para HELLOVENUS. – 83/100

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4 comentários sobre “Tigresas do Kpop: Em um mês morno pouca coisa realmente acontece

  1. capopando disse:

    Dentre todos, SES e April foram os que mais me surpreendeu. Admito que uma parte de mim já esperava que AOA, Hello Venus e SONAMOO com um comeback desse estilo. Porém, April já estava promovendo suas integrantes à meses antes com M/Vs solos e músicas solos. E isso fez com que eu criasse enormes expectativas, que obviamente, foram atendidas com o debut. Já SES, acreditei que seria algo estilo Wonder Girls por conta de serem antigas já na “laia” do K-Pop, mas elas me surpreenderam totalmente no conceito e por serem MUITO boas também. Por algum motivo, elas me lembraram a BoA. Enfim, estou totalmente satisfeita com os comebacks. Agora que venha G-Dragon! ~LSA~ÇSA

    Recomendação da tia Su: E também não podemos esquecer de K.A.R.D, que é um dos “primeiros grupos” ATUAIS, que junta dois integrantes homens, com duas integrantes mulheres. (https://www.youtube.com/watch?v=yPTcKSVAEvA) Teve a participação da YoungJi. Achei super conceitual, espero que promovam mais!

    Curtido por 2 pessoas

  2. Bruna Soder disse:

    Adorei os comentários sobre esses trabalhos. Apesar dos vídeos do AOA não terem ficado tão impactantes, o álbum tá bem gostosinho de ouvir. Depois de ouvir algumas vezes Excuse Me você fica viciado kkkkkk 😀
    CLC também fez um bom comeback, também adorei o do Hello Venus. A irmã do Baro (do B1A4), I, fez estreia solo e simplesmente lacrouu (https://www.youtube.com/watch?v=_MYQSpbikIc). Adorei ver essa energia dançando, música boa também!

    Curtido por 1 pessoa

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